A memória da Lumina é a camada que faz a IA lembrar de você entre conversas. Em vez de começar do zero a cada chat, a Lumina injeta o que sabe sobre você no prompt antes de responder. O resultado é uma IA que, com o tempo, fica mais útil porque conhece o seu trabalho, o seu time, os seus projetos e o seu jeito de pedir as coisas.
Este guia explica as três formas de criar memória, a camada de personalização que mora ao lado dela, como tudo isso vira valor dentro do chat, e os limites que valem hoje.
O que é a memória da Lumina
Memória, na Lumina, é uma lista de fatos curtos sobre você que ficam disponíveis em todas as suas conversas. Cada memória cabe em até 1000 caracteres e o limite por usuário é de 100 memórias. Você pode ver, editar e apagar tudo o que está salvo em uma página só, chamada Personalização.
A premissa é simples. Você não deveria precisar repetir, em cada nova conversa, que trabalha com marketing digital, que mora em São Paulo, que prefere respostas diretas com bullets, que está tocando um projeto de e-commerce em parceria com o time comercial. Esse contexto é estável, então deveria viver fora do chat e ser carregado automaticamente quando o chat começa.
As três formas de criar memória
A memória pode entrar na Lumina por três caminhos. Eles convivem e fazem o sistema crescer junto com o uso.
1. Automática: a IA salva sozinha durante o chat
A IA detecta fatos relevantes na conversa e salva proativamente, sem pedir permissão. Você comenta que trabalha com marketing digital, vira memória. Conta que tem dois filhos pequenos e que prefere mensagens curtas no fim do dia, vira memória. Diz que está estudando direito tributário pra passar em concurso, vira memória.
A IA também tem permissão pra remover memórias quando elas ficam obsoletas. Se você diz que mudou de cargo, a memória antiga sai e a nova entra. O efeito prático é que quanto mais você conversa, mais a Lumina te conhece, sem você precisar gerenciar nada manualmente.
Em casos onde você não quer que algo seja lembrado, é só pedir. A IA respeita o pedido e não salva.
2. Manual: você gerencia direto
Na página de Personalização você vê tudo o que a IA sabe sobre você. Cada memória aparece em um cartão, com botão pra editar ou apagar. Há um contador no topo no formato 5/100, então você sempre sabe quanto de espaço já usou.
Você também pode adicionar memórias manualmente. Isso é útil em três situações: pra ensinar fatos que ainda não apareceram em nenhuma conversa (por exemplo, o nome do seu cachorro, o nome do seu sócio, o domínio da empresa), pra corrigir uma memória que a IA salvou de forma incompleta, e pra reforçar uma instrução que você quer aplicar em qualquer chat.
Controle total. Nada é caixa preta. Nenhuma memória ficou ali sem você poder remover.
3. Importada de outras IAs
Esse é o diferencial. Se você já investiu meses ensinando ChatGPT, Claude ou Gemini sobre você, dá pra trazer essa memória pra Lumina sem refazer o trabalho. Existem dois caminhos.
Via prompt. A Lumina te dá um prompt pronto. Você cola esse prompt no ChatGPT, Claude ou Gemini, pede pra IA listar tudo o que ela sabe sobre você, copia a resposta e cola de volta na Lumina. Por trás, um modelo pequeno (Claude Haiku) extrai as memórias dessa resposta, organiza em itens e mostra uma tela de revisão antes de salvar. Basta acessar https://app.luminawork.com.br/personalization e seguir as instruções.
Via ZIP do ChatGPT. Você exporta seu histórico do ChatGPT (que vem em um arquivo .zip de até 100 MB) e faz upload na Lumina. O sistema vasculha as conversas, identifica fatos repetidos e estáveis, e gera uma lista de memórias candidatas. De novo, você revisa antes de salvar.
Nos dois caminhos, o fluxo é o mesmo: três passos, com tela de revisão no meio. Você escolhe o que vai entrar. Por batch, dá pra importar até 100 memórias de uma vez.
É o tipo de feature que parece pequena no resumo e impressionante na demo. Migrar do ChatGPT pra Lumina deixa de ser "vou ter que começar do zero" e vira "em dois minutos eu trago tudo o que ele sabe".
| Forma | Quem cria | Quando usar |
|---|---|---|
| Automática | A IA, durante o chat | Padrão. Funciona sozinha. |
| Manual | Você, na Personalização | Pra ensinar fatos novos ou corrigir o que ficou errado. |
| Importada | Você, via prompt ou ZIP | Pra migrar memória de outra IA pra Lumina sem refazer o trabalho. |
Personalização: a camada além das memórias
Memória é uma lista de fatos curtos. Mas algumas coisas sobre você não são fatos pontuais, são contexto longo. Por isso a Lumina oferece dois campos livres, cada um com até 4000 caracteres, que moram na mesma página.
Sobre você. Contexto pessoal e profissional. O que você faz, com quem trabalha, em quais projetos está envolvido, qual o estágio da sua carreira. Quanto mais rico esse campo, melhor a IA consegue calibrar respostas.
Estilo de resposta. Como você quer que a IA fale com você. Formal ou direto, com bullets ou prosa corrida, com perguntas no fim ou com proposta de próximo passo, em português ou inglês. Quem usa bem esse campo descobre que é nele que mora o ganho real de produtividade, porque ele molda toda saída futura.
Tecnicamente, esses dois campos não são "memória". Mas, na cabeça do usuário, são parte da mesma história: tudo o que a Lumina sabe sobre você fica em um lugar só.
Como a memória vira valor dentro do chat
Quando você manda uma mensagem, a Lumina monta o prompt da IA injetando três blocos antes da sua pergunta:
- Sobre o usuário: o conteúdo do campo Sobre você.
- Preferência de respostas: o conteúdo do campo Estilo de resposta.
- Memórias salvas: a lista completa de memórias salvas.
Toda conversa começa com a IA já te conhecendo. Isso muda a qualidade da primeira resposta de cada chat. Você pede "escreve um e-mail pro time comercial" e a IA já sabe quem é o seu time comercial, em qual cliente vocês estão tocando, qual o tom que você gosta de usar.
Snapshot por chat: continuidade temporal
Tem um detalhe técnico que vale comentar. Cada chat guarda um snapshot do seu perfil no momento em que foi iniciado. Se você editar suas memórias hoje, os chats antigos continuam refletindo quem você era naquele dia. Não há reescrita histórica.
Pense como em uma foto. Cada chat tira uma foto de quem você era ali. Você pode mudar de cargo, de empresa, de cidade, e os chats antigos seguem fazendo sentido, porque foram resposta àquele você. Isso evita o tipo de bug em que você lê uma conversa antiga e ela parece falar com um estranho.
Como começar
Se você está chegando agora, o caminho recomendado é: comece conversando normalmente, deixe a IA salvar o que for óbvio, e abra a página de Personalização depois de alguns dias pra revisar o que ficou guardado. Se já tem histórico em outra IA, faça a importação por ZIP no primeiro dia. É o jeito mais rápido de carregar contexto sem digitar.
Uma IA que lembra de você é uma IA que custa menos pra você usar. A primeira mensagem deixa de ser "deixa eu te dar contexto" e passa a ser, direto, o pedido. É essa fricção que a memória da Lumina existe pra cortar.